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Google e seu proxy no Android

Na batalha por conseguir uma melhor performance na navegação web, muitas técnicas são inventadas e postas em prática a todo o tempo. Algumas delas, apesar de melhorarem a experiência do usuário, podem representar uma dor de cabeça com relação a privacidade e ao controle.


Um exemplo é o proxy implementado na plataforma Android a partir da versão 4.4 e que, a princípio, pode ser extendido a qualquer sistema. Esse proxy faz com que os acessos HTTP dos usuários, nestes dispositivos, sejam direcionados para um servidor do Google.


Esse servidor é responsável por fazer o acesso ao servidor de destino e, sempre que possível, otimizar a comunicação dele com o usuário (seja através de compactações, cache e, até mesmo, um novo protocolo).


Do ponto de vista de um administrador de rede, no entanto, todos os acessos que os usuários fazem estão indo em direção a um grupo de servidores do Google. E com isso é perdida a possibilidade de controle de acessos, relatórios, verificação de conteúdo, bloqueios etc.


Para que se evite o uso desse sistema de proxy, os aplicativos do Google que fazem uso dele, verificam a possibilidade de acesso a um determinado endereço antes de tentarem o acesso por esse protocolo. Portanto basta bloquear este endereço e o sistema usará o método tradicional.

Para executar esse bloqueio no Sophos UTM, configure uma regra dentro do perfil de acesso desejado, de acordo com o screenshot abaixo:


Com isso, além dos administradores de rede evitarem que os acessos a Internet sejam feitos de forma descontrolada, eles estarão protegendo a privacidade dos seus usuários. Afinal, o Google tem interesse, sim, em melhorar a performance da navegação web, mas eles também são uma empresa cujo o principal negócio é venda de publicidade, e conhecer os hábitos de navegação de uma pessoa é muito valioso e lucrativo.

Como diz o ditado: quando o produto é de graça, o produto é você.

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